Há mais de 500 anos, o reformador Martinho Lutero pregava as 95 teses, chamando os teólogos da época para debater as indulgências. Aquelas marteladas que começaram como um convite acadêmico ao debate teológico, aprofundaram-se na Reforma Protestante.

Mas onde começar se queremos conhecer mais sobre a teologia e a história da Reforma Protestante? Perguntamos então para um dos maiores especialistas do Brasil.

O pastor e professor Franklin Ferreira é um dos maiores estudiosos do Brasil em Teologia Sistemática e História da Igreja, conhecendo bem#TOP a história e teologia da Reforma Protestante, tendo inclusive escrito um livro sobre os 5Solas.

[lista cedida para o TEOLOGIA.promo. Proibida a republicação sem aprovação prévia]

Melhores Livros sobre a Reforma Protestante, por Franklin Ferreira

Nesta lista, o prof. Franklin Ferreira, como um historiador, destaca principalmente as fontes primárias e uma das fontes secundárias que sempre o vejo recomendando. Para ele são “imprescindíveis para entender a Reforma”.

Catecismo Menor, por Martinho Lutero

Martinho Lutero - Série clássicos da reforma

O Catecismo Menor (em alemão: Der Kleine Katechismus) foi escrito por Martinho Lutero e publicado em 1529 para a educação cristã de crianças. O documento cobre os seguintes assuntos: (1) os Dez Mandamentos; (2) o Credo Apostólico; (3) o Pai Nosso; (4) o Sacramento do Batismo; (5) o Sacramento da Santa Ceia; (6) o Ofício das Chaves.

🏷 Você pode ler gratuitamente o Catecismo Menor de Lutero no portal luteranos.com.br. Ele também está disponível com outros escritos de Lutero na Coletânea de Escritura, publicado pela Edições Vida Nova.

Primeiro Mandamento: “Eu sou o Senhor, seu Deus. Você não deve ter outros deuses além de mim.”

Que significa isto? Devemos temer e amar a Deus e confiar nele acima de tudo.

De servo arbitrio / Nascido Escravo, por Martinho Lutero

Lutero considerou a doutrina da escravidão da vontade como a pedra angular do evangelho e o verdadeiro alicerce da fé cristã. Em Nascido Escravo, um resumo de sua obra suma, “A Escravidão da Vontade” (em latim: De servo arbitrio), temos uma refutação clara e definitiva dos argumentos em favor do livre-arbítrio apresentados por Erasmo em sua defesa da posição humanista da Igreja Católica Romana. Na luz dos argumentos bíblicos expostos por Lutero, um exame honesto do evangelho apresentado em nossos dias, mostra tragicamente que a posição da maioria dos evangélicos está mais voltada para o humanismo de Erasmo.

🏷 Baixe gratuitamente o livro no Ministério Fiel (obrigado, Fiel!). Aprofunde-se no livro com esta série do Voltemos ao Evangelho. Adquira a versão impressa e kindle do livro.

A graça é gratuitamente ofertada a quem não a merece, nem é digno; não é conquistada por qualquer esforço que o melhor e mais justo dentre os homens tenha tentado empreender.” – Martinho Lutero, Nascido Escravo, 2ª ed. (São José dos Campo, SP: Fiel, 2007), p. 33.

Institutas da Religião Cristã, por João Calvino

João Calvino lançou a primeira edição das Instituas (em latim: Institutio christianae religionis) em 1536, quando tinha 27 anos, e a quinta e última edição em 1559. É interessante saber que Institutio quer dizer ensino (e não instituição). O título original demonstra o intuito desta clássica obra: “Institutas da Religião Cristã, resumo quase completo da piedade, abrangendo tudo que, quanto à doutrina da salvação, é necessário conhecer; obra seleta e à altura de todos os estudiosos da vida piedosa, recentemente publicada” (em latim: Christianae religionis Institutio, totam fere píetatis summã, & quic quid est in doctrina salutis cognitu necessarium, conplectens: amnibus pietatis itudioris lectu dignissimum opus, acre cens editum).

🏷 Além de várias edições, há quatro versões publicadas em português, uma pela Fiel, duas pela Cultura Cristã e uma pela UNESP:

  • A edição de 1536 da Fiel é uma tradução da primeira edição publicada por Calvino, sendo de grande importância histórica e bem acessível, tanto em linguagem quanto tamanho.
  • A edição especial da Cultura Cristã (4 volumes, capa vermelha) é uma tradução da edição francesa de 1541 (que foi uma tradução da versão latina de 1539) e possui uma linguagem mais acessível e notas de estudo (inclui uma harmonia entre as duas edições da Cultura Cristã).
  • A edição clássica da Cultura Cristã (4 volumes, capa verde) é traduzida da versão latina final de 1559, porém com uma tradução rebuscada.
  • Em inglês, a edição crítica de McNeill consagrou-se com a versão definitiva.

“Quase toda a soma de nosso conhecimento, que de fato se deva julgar como verdadeiro e sólido conhecimento, consta de duas partes: o conhecimento de Deus e o conhecimento de nós mesmos.” —  João Calvino, As Institutas, Edição Clássica., (São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2006), 1:41.

O Catecismo de Heidelberg, por Zacarias Ursino e Gaspar Oleviano

O Catecismo de Heidelberg, o segundo dos padrões doutrinários das Igrejas Reformadas, foi escrito em Heidelberg a pedido do Eleitor Frederico III, governador, entre 1559 e 1576, por Zacarias Ursinus, vinte e oito anos de idade e professor de Teologia da Universidade de Heidelberg, e Gaspar Olevianus, vinte e seis anos de idade e pregador da corte de Frederico, para que preparassem um catecismo para instruir os jovens e guiar pastores e mestres. O Catecismo de Heidelberg foi adotado pelo Sínodo de Heidelberg e publicado na Alemanha com um prefácio de Frederico III datado de 19 de janeiro de 1563. O Catecismo de Heidelberg tem sido traduzido em muitas línguas e é o mais influente e o mais geralmente aceito dos diversos catecismos dos dias da Reforma.

🏷 Você pode ler gratuitamente no site da Monergismo ou adquirir a versão em kindle. Para versões comentadas, considere o livro de Bierma e o de DeYoung.

Qual é o seu único fundamento, na vida e na morte? O meu único fundamento é meu fiel Salvador Jesus Cristo. A Ele pertenço, em corpo e alma, na vida e na morte (2) , e não pertenço a mim mesmo.” — Catecismo de Heilderberg, pergunta #1.

Teologia dos reformadores, por Timothy George

Esta obra articula o posicionamento teológico de cinco figuras-chave do período da Reforma: Martinho Lutero, Ulrico Zuínglio, João Calvino, Meno Simons e William Tyndale. O autor estabelece o contexto da obra de cada um deles ao descrever a atmosfera espiritual da época em que viveram. Em seguida, ele traça o perfil de cada reformador, retratando sua teologia de modo que faz justiça ao escopo de seu envolvimento na luta pela Reforma. O autor detalha as contribuições valiosas desses homens no desenvolvimento de questões historicamente consideradas pilares da fé cristã: as Escrituras, Jesus Cristo, a salvação, a igreja e os últimos tempos. O objetivo desta obra não é apenas documentar a teologia desses reformadores, mas ajudar a igreja de hoje a entender melhor seu chamado para seguir o único Deus verdadeiro e viver esse chamado de forma mais fiel.

🏷 Adquira aqui o livro impresso ou em kindle com desconto.

“A validade permanente da teologia da Reforma é que, apesar das muitas ênfases variadas que contém dentro de si, ela desafia a igreja a ouvir reverente e obediente aquilo que Deus disse de uma vez por todas (Deus dixit) e de uma vez por todas fez em Jesus Cristo.” — Timothy George, Teologia dos Reformadores, 2ª ed. (São Paulo: Vida Nova, 2017), p. 419.

Outros destaques

Certamente, há inúmeros outros livros que poderiam ser citados aqui. O próprio professor Franklin Ferreira cita com apreço também os livros:

Mais de 95 livros

Há inúmeras obras a serem citadas, mas fizemos um levantamento para vocês de: